sábado, 9 de fevereiro de 2013

MAMOGRAFIA - POSICIONAMENTO RADIOGRÁFICO


POSICIONAMENTO RADIOGRÁFICO

Posicionamento e Considerações Técnicas

PREPARO DA PACIENTE
Antes do início do exame, o técnico em mamografia explicará à paciente o procedimento e solicitará que ela coloque um roupão, preferencial­mente um apropriado para a mamografia, que permite a exposição apenas da mama que está sendo examinada. A paciente será instruída a tirar qualquer tipo de jóia, talco ou desodorante antiperspirante que possam causar artefatos na imagem radiográfica. O técnico registrará toda a história relevante da paciente, de acordo com o protocolo do serviço. Via de regra, a história dessa paciente incluirá os seguintes tópicos:
. Gravidez, número de gestações
. História familiar de câncer de mama
. Medicamentos (p. ex., terapia hormonal)
. Cirurgia prévia
. Mamografias prévias, quando e onde foram realizadas
. Descrição do problema, como mamografia de rastreamento, nódulos, dor e secreção papilar.
O técnico também deve anotar a localização de cicatrizes, massas palpáveis, sinais, verrugas, tatuagens, etc.

POSICIONAMENTO DA MAMA
Na mamografia, a grande variabilidade das mamas com respeito à pro­porção
entre a quantidade de tecido adiposo e tecido fibroglandular apresenta certas
dificuldades técnicas. Na elaboração de uma radiografia de qualidade superior,
a forma e o contorno da mama normal impõem outros problemas ao técnico
em mamografia.
A base da mama é a porção próxima à parede torácica, e a área próxima do
mamilo se denomina ápice. Tanto na incidência crânio-caudal quanto na
médio-lateral, a base da mama é muito mais grossa e contém tecidos muito
mais denso que o ápice.
Para superar essa diferença anatômica, a compressão é usada em
combinação com um tubo especialmente projetado de modo que a porção
central mais intensa do feixe de raios X (RC) penetre a base mais grossa
da mama.

TUBO DE RAIOS X
O aspecto mais distinto do mamógrafo é o desenho singular de seu tubo de raios X, que tem um alvo de molibdênio com spot focal de 0,3 e 0,1 mm. Recentemente, o ródio foi introduzido como um material opcional para o anodo. O spot focal deve ser desse tamanho em virtude do tamanho das calcificações cancerosas, que, tipicamente, têm menos de 1 mm.A configuração do anodo produz um efeito anódico proeminente, resultado da curta distância entre a fonte e o receptor da imagem (DFoFi) e o uso de um ângulo alvo de referência estreito. Tendo em vista que o tubo de raios X está alinhado com o catodo colocado sobre a base da mama (na parede torácica) e o anodo externamente em direção ao ápice(área do mamilo), felizmente o efeito anódico pode ser usado com a máxima vantagem (Fig. 18.8). Como o pólo catódico do feixe de raios X tem uma intensidade significativamente maior de raios X do que o pólo anódico, uma imagem da mama com uma densidade mais uniforme pode ser produzida, já que a maior intensidade de raios X está na base, onde a espessura tecidual é maior.
 Muitos mamógrafos utilizam grades, controle de exposição automático (CEA) e o importante dispositivo de compressão mamária.

Seleção da Câmara CEA. As câmaras em muitos sistemas para ma­mografia são ajustáveis em até 10 posições, que vão desde a parede torácica à região do mamilo. Para garantir a penetração adequada dos tecidos mais densos/espessos da parede torácica, a câmara para a parede torácica deve ser selecionada. A única exceção a essa escolha é para incidências especiais, como as incidências com ampliação e com spot de compressão.

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