sábado, 9 de fevereiro de 2013

COMPRESSÃO

Todos os aparelhos de mamografia possuem um dispositivo de com­pressão que é usado para comprimir a mama. Aperfeiçoamentos na tecnologia da compressão da mama nos últimos anos melhoraram muito a visualização de imagens mais detalhadas da mama. O dispositivo de compressão é feito de material plástico que permite a transmissão de raios X de baixa energia.
 
O dispositivo deve ter uma borda reta para a parede torácica que permite que a compressão "prenda" os tecidos mamários próximos à parede torácica. A compressão é controlada pelo técnico e, tipicamente, é aplicada com uma força de 11 a 20 kg.
Além do dispositivo de compressão padrão, um outro com spot menor pode ser usado para comprimir áreas localizadas. O dispositivo de com­pressão deve ser verificado regularmente para garantir que ele esteja funcionando apropriadamente e aplicando a quantidade correta de pressão.

A compressão aplicada apropriadamente é um dos componentes fundamentais no resultado final de uma mamografia de alta qualidade. A dupla função da compressão é (1) diminuir a espessura da mama e (2) trazer as estruturas mamárias o mais próximo possível do chassi. Esses dois fatores melhoram a qualidade ou resolução por reduzirem a dispersão e também por reduzirem a ampliação das estruturas mamárias. Isso é ilustrado pela comparação dos desenhos que mostram a não­compressão e a compressão ao lado. Observe a localização das micro­calcificações da lesão que estão circundadas por tecido mamário na Fig. 18.9, A, e como a compressão às trouxe  mais próximas do chassi, em B. Por isso, a espessura global da mama também é muita reduzida, o que diminui pela metade a dispersão da radiação primária.


AMPLIAÇÃO (Fig. 18.10) 
 O método de ampliação é usado para aumentar áreas de interesse específicas
como pequenas lesões ou microcalcificações. Isso exige um tubo de raios X
com um ponto focal de 0,1 mm para manter a resolução da imagem. Aumentos
de 1 1/2 a 2 vezes podem ser usados para inserção de uma plataforma de
ampliação entre o receptor de imagem e a mama, ampliando com isso à parte,
devido a uma DOF aumenta­da. Essa técnica de ampliação pode ser usada em
muitas incidências mamográficas.

DOSE DA PACIENTE

A dose da paciente é importante na mamografia, como pode ser analisado
nos boxes com os ícones das doses incluídos em cada página de
posicionamento. Uma dose cutânea de 800 a 900 mrad e uma dose
glandular média (DGM) de 130 a 150 mrad são comuns, para uma
mamografia em uma espessura de 4 cm (p. 586), que é muito maior em
relação a outras partes do corpo. Por exemplo, uma coluna lombar em
perfil com espessura de 30 cm (mais grossa) a 90 kVp, 50 mAs, tem uma
dose cutânea de 1.000 a 1.300 e uma dose na linha média de 130 a 180 mrad
(p. 321). O motivo da dose relativamente alta para as mamografias é a kVp
muito baixa (25 a 28) e a mAs muito alta (75 a 85) necessárias.
A melhor maneira de controlar a dose da paciente na mamografia é o
posicionamento cuidadoso e preciso, que minimiza a necessidade de repetições.
A American College Association (ACR) recomenda uma taxa de repetição
menor que 5% para a mamografia. A única proteção possível é um avental
em torno da cintura para proteger a região gonadal.
Observação: A dose glandular média é a dose média para tecido mamário,
e não uma dose na linha média específica, como para a coluna lombar e outras partes do corpo.




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