segunda-feira, 14 de abril de 2014

S. GI BAIXO - PROC. INTESTINO DELGADO (continuação)

4. MÉTODO DA INTUBAÇÃO - ESTUDO COM CONTRASTE SIMPLES

O quarto e último método de estudo do intestino delgado é a intubação GI, algumas vezes referido como enema de intestino delgado. Essa é a técnica
através da qual um tubo nasogástrico é passado pela narina do paciente, através do esôfago, estômago e duodeno, até chegar ao jejuno (Fig. 15.24).
Essa radiografia demonstra a extremidade do tubo (setas pequenos) ainda localizada na porção inferior do estômago, não tendo ainda passado para dentro do duodeno. As alças do intestino delgado cheias de ar e distendidas demonstrando níveis hidroaéreos indicam algum tipo de obstrução intestinal.
Esse procedimento é realizado tanto para objetivos diagnósticos quanto terapêuticos. O procedimento de intubação diagnóstica pode ser referido como enema de intestino delgado. Um tubo único na luz é passado para
dentro do jejuno proximal. Colocar o paciente numa posição OAD pode auxiliar
na passagem do tubo do estômago para dentro do duodeno pela ação da
peristalse gástrica. Tanto um agente iodado hidrossolúvel quanto uma solução
rala de sulfato de bário é então injetado através do tubo. As radiografias
são realizadas a intervalos de tempo, a exemplo do padrão adotado para o trânsito de delgado.
O procedimento de inlubação terapêutica é geralmente realizado para aliviar a distensão pós-operatória ou descomprimir uma obstrução de intestino delgado. Um cateter de dupla luz, denominado tubo de Miller-Abbott (M-A), avança para dentro do estômago. Mercúrio pode ser instilado na outra luz para ajudar na progressão do cateter. Através da peristalse, o cateter avança para dentro do jejuno. O técnico pode ser solicitado a realizar radiografias a
intervalos cronometrados a fim de determinar se o cateter está avançando.
Gás e líquido excessivo podem ser removidos através do cateter.
Uma parte opcional desse estudo pode incluir a fluoroscopia, na qual um tubo
pode ser conduzido para dentro do duodeno pelo uso de compressão ou
manipulação manual.
 

PREPARO DO PACIENTE

O preparo do paciente para o trânsito de delgado é idêntico ao para o trânsito
GI superior. De fato, o método mais comum de estudo do intestino delgado
é uma combinação de dois exames dentro de um procedimento longo, com
o trânsito de delgado seguindo a realização do trânsito GI superior.
A meta de preparação do paciente para a realização da SEED e do trânsito
de delgado é um estômago vazio. A ingestão de alimentos ou líquidos tem
de ser suspensa pelo menos 8 horas antes desses exames. Ideal mente, o paciente deve estar numa dieta pobre em resíduos 48 horas antes do trânsito de delgado. Além disso, o paciente não deve fumar nem mascar chicletes durante o período de dieta zero. Deve-se solicitar que o paciente urine antes do exame, para evitar o deslocamento do íleo devido a distensão vesical.
 

PRECAUÇÕES COM GRAVIDEZ

Quando se trata de uma mulher, precisa-se colher uma história menstrual. A irradiação de uma gestação em estágios iniciais é uma das situações mais arriscadas do diagnóstico radiográfico. Os exames que utilizam raios X como o trânsito de delgado e o enema baritado, que incluem a pelve e o útero no feixe primário e também envolvem fluoroscopia, somente devem ser realizados em gestantes se absolutamente necessário. Se a paciente está insegura quanto à possibilidade de estar grávida, o técnico deve levar o problema ao radiologista. O teste de gravidez deve ser ordenado antes do procedimento.
 

MÉTODO DE IMAGEM

Qualquer radiografia geral durante o trânsito de delgado é feita em filmes de 35 x 43 em (14 x 17 polegadas) para visualizar o máximo possível do intestino delgado. A imagem localizada de quaisquer porções selecionadas do intestino delgado é realizada em filme de menor tamanho.
Utiliza-se geralmente o decúbito ventral durante o trânsito de delgado, a menos que o paciente seja incapaz de adotar essa posição. O decúbito ventral permite que a compressão abdominal separe as diversas alças do intestino e aumente a visibilidade. Pacientes astênicos podem ser colocados em posição de Trendelenburg para separar
as alças sobrepostas do íleo.
Para a radiografia de 30 minutos, o filme é colocado numa altura suficiente para incluir o estômago na última radiografia. Essa colocação necessita da centralização longitudinal no bulbo duodenal e da centralização lado a lado ao plano mediossagital. Aproximadamente três quartos do filme devem ficar sobre a crista ilíaca. Como a maior parte do bário encontra-se no estômago e na porção proximal do intestino delgado, uma técnica com alta quilovoltagem deve ser empregada nessa radiografia inicial.
Todas as radiografias após a exposição dos 30 minutos iniciais devem ser centralizadas na crista ilíaca. Para as radiografias de 1 hora ou mais tardias, técnicas de quilovoltagem média devem ser empregadas, visto que o bário encontra-se disperso para mais do canal alimentar, não estando concentrado no estômago. Spots do íleo terminal geralmente completam o exame.
 

SUMÁRIO DO PROCEDIMENTO

4. Método de Intubação (Trânsito de Delgado com Contraste Simples)
 

Procedimento:
-Cateter de luz única segue até o jejuno proximal (usa-se cateter de luz dupla para a intubação terapêutica)
-Instila-se contraste iodado hidrossolúvel ou uma mistura rala de sulfato de bário .
-Anota-se a hora em que o contraste foi instilado.
-Realizam-se radiografias convencionais ou imagens fluoroscópicas localizadas a intervalos de tempo específicos
.

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