domingo, 19 de agosto de 2012

AP ABDOMINAL - DECÚBITO DORSAL E DECÚBITO LATERAL

Fatores TécnicosTamanho do filme - 35 x 43 cm (14 x 17 polegadas),
longitudinal­mente
limite de 70-80 kVp com grade
Utilize marcadores de parte superior e de decúbito se for aplicável
DFoFi mínima de 40 polegadas (100 cm)

Posicionamento e Raio Central
AP decúbito dorsal (Fig. 79.53):
Posicione o filme no interior da fronha ou capa para facilitar o posicionamento sob o paciente, se feito à beira do leito. . Alinhe o filme longitudinalmente ao MSP. Centralize o filme em relação ao RC ao nível da crista ilíaca. Garanta
que ambos os lados do abdome superior e inferior estejam a igual distância das margens laterais do filme.
Coloque suportes sob as partes do filme se necessário para garantir que o filme esteja ao nível e perpendicular ao RC (evite rotação do
paciente e o corte da grade nas superfícies do leito).
Posicione o RC perpendicular ao nível da crista ilíaca e no centro do filme.

Incidência em decúbito lateral esquerdo em AP (ou PA) (Fig. 79.54):
Essa incidência permite a determinação de níveis hidroaéreos e possível ar livre intra-abdominal quando a obtenção de imagens verticais não for possível. O decúbito lateral pode ser feito no leito, em uma maca na sala de emergência ou em uma maca na sala de radiografia, em frente à parede vertical de Bucky.
Garanta que o diafragma e a parte superior do abdome sejam incluídos.
Situe o centro do filme 1 a 2 polegadas (3 a 5 cm) acima do nível das cristas ilíacas.
Coloque suportes ou uma prancha de posicionamento sob os quadris e o
tórax conforme necessário para centralizar o abdome em relação ao filme
tanto no decúbito dorsal quanto no lateral, se feito à beira do leito.
Assegure-se de que não haja rotação e que o plano do filme esteja
perpendicular ao Rc.
Posicione o RC horizontal ao centro da grade/filme.

Respiração Suspenda na expiração.

Observação: Para o decúbito lateral, coloque o paciente na posição
lateral por 5 minutos antes de fazer a exposição a fim de permitir que o
ar suba para a posição mais alta no interior do abdome.
Decúbito dorsal, incidência lateral (Fig. 79.55): Essa não é uma incidência
comum na beira do leito. O decúbito dorsal é uma posição útil para
demonstrar um possível aneurisma aórtico abdominal ou como uma
alternativa à posição de decúbito lateral se o paciente não puder se mover.


COSTELAS - ACIMA E ABAIXO DO DIAFRAGMA

Se os pacientes forem capazes de assumir posições eretas, isso é me­nos doloroso que a radiografia das costelas na posição deitada, que coloca o peso do corpo no local da lesão. (Ver Capo 10.) Oblíquas anteriores ou posteriores devem ser determinadas pela área afetada. Trauma grave exige adaptação para a posição oblíqua com RC angulado conforme mostrado. Lembre-se da importância de incluir uma imagem do tórax para avaliar possíveis injúrias pulmonares/torácicas resultantes de fratura de costela.
A obtenção de imagens acima ou abaixo do diafragma é determinada pelaregião da injúria.

Fatores Técnicos
Tamanho do filme - 35 x 43 cm (14 x 17 polegadas), transversalmente,
para avaliação bilateral das costelas (ver Observação)
limite de 65-70 kVp, grade, acima do diafragma limite de 75-80 kVp, grade, abaixo do diafragma
DFoFi mínima de 40 polegadas (100 cm)

Proteção: Proteja a região pélvica.

Posicionamento e Raio Central
AP acima ou abaixo do diafragma:
Para a região acima do diafragma, coloque a grade do filme sob o
paciente, centralizando-a em relação ao tórax bilateralmente e ao RC
Posicione o RC perpendicular ao MSP, centralizado 3 a 4 polegadas
(7 a 10 cm) abaixo da incisura jugular como na incidência AP do tórax.
Para abaixo do diafragma, situe a parte inferior da porta-filme ao nível
da crista ilíaca.
Posicione o RC perpendicular ao centro do filme.

Oblíqua acima ou abaixo do diafragma:
Se o paciente for capaz, coloque-o em posição oblíqua de 30° a 45°,
com o lado lesionado para baixo.
Centralize o filme bilateralmente em relação ao tórax.
Centralize o filme para a centralização acima ou abaixo do diafragma.
Direcione o RC perpendicular ao centro do filme.

Respiração
Acima do diafragma - suspenda na inspiração. Abaixo do diafragma –
suspenda na expiração.
Alternativa médio-lateral do RC (paciente imobilizado na posição de decúbito).
(dorsal):
Se o paciente não puder ser rodado, o RC pode ser angulado médio­lateralmente
de 30° a 40° com a grade do filme transversal, centralizado para incluir a região
da injúria. A imagem será um tanto distorci­da, no entanto, a menos que o
filme também seja inclinado.


AP OBLÍQUA E LATERAL DO ESTERNO

O esterno é quase impossível de ser visualizado radiograficamente em uma incidência correta AP /PA devido a esse osso plano e delgado ser sobrepostopelas vértebras torácicas. É possível visualizar o esterno, no entanto, sobrepondo-o na sombra cardíaca homogênea. Isso exige uma  posição POE ou uma angulação médio-lateral equivalente do RC para o paciente na posição de decúbito dorsal.

Fatores Técnicos
Tamanho do filme - 24 x 30 cm (10 x 12 polegadas), ou 30 x 35 cm
(11 x 14 polegadas)
RC transversal para pacientes na posição de decúbito dorsal com angulação médio-lateral do RC para evitar corte da grade . limite de 60-70 kVp com grade . Técnica de respiração com exposição de 2 a 3 segundos comumente usada para obscurecer as estruturas pulmonares e costelas posteriores; pacientes que conseguem cooperar devem ser solicitados a fazer curtas e suaves incursões respiratórias a fim de movimentar os pulmões e as costelas com pequena movimentação do esterno
DFoFi de 40 polegadas (100 cm)

Proteção: Proteja a região pélvica se a paciente estiver em idade fértil.

Posicionamento e Raio Central AP oblíqua - POE (Fig. 79.48):
Se o paciente não puder ser rodado, mantenha o alinhamento RC  ­parte
filme da posição POE através da angulação do RC de 15° a 20°médio-
lateralmente, da direita para a esquerda (ver Observação); se a condição
de o paciente permitir, gire de 15° a 20° em uma posição POE com o RC
perpendicular ao filme. Garanta que a grade esteja correta­mente alinhada
se usar o método da angulação do RC
RC é perpendicular ao centro do esterno com o filme centralizado no RC
Situe o topo do filme 1 112 polegada (4 cm) acima da incisura jugular,
com o filme centralizado no RC projetado.

Observação: Para incidência oblíqua do esterno, são necessárias menor
rotação corporal ou menor angulação médio-lateral do RC (= 15°) nos
pacientes com tórax amplo e profundo e maior rotação ou angulação do
RC (= 20°) para pacientes com tórax menor.
Lateral, feixe horizontal (Fig. 79.49):
Com o paciente na posição de decúbito dorsal, coloque os braços ao
lado do corpo, com os ombros recuados.
Coloque a grade do filme ao lado do paciente, paralela ao MSP, cen­
tralizada no ponto médio do esterno (meio caminho entre o processo).
(xifóide e o manúbrio).
Posicione o RC horizontal em relação à parte média do esterno.
Faça a exposição após inspiração completa.

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

LATERAL EM DECÚBITO DORSAL E LATERAL DE ABDOME

BÁSICO
AP (simples) OPCIONAL
AP em posição ortostática
Decúbito dorsal e lateral

Fatores Técnicos:
Tamanho do filme determinado pelo tamanho do paciente, sentido longitudinal do filme
Grade fixa ou móvel se maior que 9 cm
65-85 kVp, recém-nascido a 18 anos de ida­de, menor tempo de
exposição possível

Proteção
Proteção gonadal para meninos
Sem proteção gonadal para meninas

Posição do Paciente e da Parte
Decúbito lateral:
Colocar o paciente ao lado de um bloco radiotransparente com o dor­o contra o filme.
RC horizontal centrado 1 polegada (2,5 cm) acima do umbigo
Decúbito dorsal:
Paciente deitado em um bloco de esponja radiotransparente.
Pernas imobilizadas como na posição em AP.
Colocar os braços sobre a cabeça e pedir aos pais para segurá-I os;
se forem neonatos e lactentes, segurar a cabeça junto.
Colocar o filme longitudinalmente, paralelo ao plano sagital médio contra
a lateral do paciente (segurar o chassis com fixadores ou sacos de areia).

Raio Central
RC horizontal, centrado ao plano coronal médio para o decúbito dorsal:
Em lactentes e crianças pequenas, centrar o filme e o RC 1 polegada (2,5 cm) acima do umbigo.
Em crianças maiores e adolescentes, o RC centrado 1 polegada (2,5 cm)
acima da crista ilíaca.
DFoFi de 40 polegadas (100 cm)

Respiração
Em lactentes e crianças, deve-se observar o padrão respiratório. Quando o
abdome estiver plano, fazer a exposição. Se o paciente estiver chorando,
fazer a exposição quando o lactente inspirar profundamente para chorar.
Crianças com mais de 5 anos de idade conseguem segurar a respiração
após serem ensinadas.

Critérios Radiográficos (Decúbito dorsal)
Estruturas Mostradas: Estruturas abdominais na região pré-vertebral,
assim como níveis hidroaéreos dentro do abdome; diafragma incluído superiormente e quadris e pelve inferiormente.


sábado, 4 de agosto de 2012

AP EM POSIÇÃO ORTOSTÁTICA PARA ABDOME


BÁSICO
AP (simples) OPCIONAL
AP em posição ortostática
Decúbito dorsal e lateral

Fatores Técnicos:
Tamanho do filme determinado pelo tamanho do paciente, sentido
longitudinal do filme
Grade fixa ou móvel se maior que 9 cm
65-85 kVp, menor tempo de exposição possível

Posição do Paciente e da Parte
Paciente sentado ou em posição ortostática com as costas encostadas no filme . Sentar crianças pequenas em um grande bloco de esponja com as
pernas um pouco afastadas. Imobilizar as pernas com tiras de velcro. Pedir
aos pais que segurem os braços afastados ou sobre a cabeça do paciente.
Em lactentes, segurar a cabeça entre os braços.
Crianças de 4 anos de idade ou mais (exceto quando muito doentes)
podem ficar em posição ortostática.
Prancha Tam-em (não é o mais indicado):
Fixar a criança na prancha com tiras, então fixar firmemente a prancha na
maca com bandagens e velcro antes de eleva-la.
Pigg-O-Stat (mais indicado):
Posicionar o paciente no Pigg-O-Stat como para uma radiografia de tórax,
com os braços sobre a cabeça e as costas contra o chassis. Com a ajuda
dos pais (se não houver gravidez):
Forneça aos pais avental e luvas de chumbo.
Posicione o tubo, o chassis e os fatores técnicos antes de posicionar o
paciente. Posicionar o paciente de modo a não obstruir a visão do técnico.

Raio Central
Em lactentes e crianças pequenas, centrar o RC e o chassi 1 polegada
(2,5 cm) acima do umbigo.
Em crianças maiores e adolescentes, centrar o RC aproximadamente 1
polegada (2,5 cm) acima da crista ilíaca, o que deve fazer com que o topo
da colimação e o topo do filme fiquem ao nível da axila para incluir o
diafragma no filme.
DFoFi de 40 polegadas (100 cm).

Respiração
Em lactentes e crianças, deve-se observar o padrão respiratório. Quando
o ab­dome estiver plano, fazer a exposição. Se o paciente estiver chorando,
fazer a exposição quando o lactente inspirar profundamente para chorar.
Crianças com mais de 5 anos de idade conseguem segurar a respiração
após serem ensinadas.

Critérios Radiográficos
Estruturas Mostradas:  Todo o conteúdo do abdome, incluindo padrões
de distribuição de gases, níveis hidroaéreos e tecidos moles se não estiverem
obscurecidos por excessivo acúmulo de líquido em abdome distendido, como
na Fig. 20.70.



AP: RX SIMPLES DE ABDOME

BÁSICO
AP (simples) OPCIONAL
AP em posição ortostática
Decúbito dorsal e lateral

Fatores Técnicos:
Tamanho do filme determinado pelo tamanho
do paciente, sentido longitudinal do filme
Velocidade de 400 combinação tela/filme
Grade fixa ou móvel se maior que 9 cm
65-85 kVp do neonato até os 18 anos de idade, menor tempo de exposição possível.

Proteção
Utilizar proteção gonadal pediátrica em todos os pacientes do sexo mas­culino - tamanho apropriado para a idade (prender a proteção no lugar).
Sem proteção para pacientes do sexo feminino.

Posição do Paciente e da Parte
Paciente deitado alinhado com a linha média da maca ou do chassi. Imobilizar 
com sacos de areia flexíveis ou bandagem compressiva. Neonatos e lactentes
jovens:
Posicionar os braços do paciente distantes do corpo e colocar um saco de
areia flexível sobre cada um. Pela dificuldade de manter as pernas pequenas
e curtas posicionadas, coloque um saco de areia embaixo dos joelhos e outro
acima para imobilizá-Ias. Lactentes que estão aquecidos e alimentados são
geralmente calmos o suficiente, a não ser que sintam dor. Se um lactente
estiver chorando, uma chupeta pode ser utilizada, e não interferirá com o
exame.

Lactentes e pré-escolares:
Colocar os braços da mesma forma que a descrita anteriormente. Colocar
sacos de areia embaixo dos joelhos e amarrar uma bandagem compressiva
sobre os fêmures e os joelhos. Certifique-se de colocar uma gaze sobre a
bandagem para não cortar a perna do paciente. Bandagens compressivas
são geralmente projetadas para uso em adultos, assim o trabalho será feito
de forma mais adequada se os espaços entre as bandagens e o paciente
forem preenchidos com esponjas ou toalhas.
Se for utilizada a ajuda dos pais:
Forneça aos pais avental e luvas de chumbo.
Posicione o tubo, o chassi e os fatores técnicos antes de posicionar o
paciente.
Posicionar o paciente de modo a não obstruir a visão do técnico.
Geralmente é necessário que os pais segurem os braços do paciente. As
pernas podem ser imobilizadas satisfatoriamente como descrito acima.

Raio Central
Em lactentes e crianças pequenas, centrar o RC e o chassi 1 polegada
(2,5 em) acima do umbigo.
Em crianças maiores e adolescentes, centrar o RC ao nível da cristailíaca.
DFoFi de 40 polegadas (100 em)

Respiração
Em lactentes e crianças, deve-se observar o padrão respiratório. Quando o abdome estiver plano, fazer a exposição. Se o paciente estiver chorando, fazer a exposição quando o lactente inspirar profundamente para chorar. Crianças com mais de 5 anos de idade conseguem segurar a respiração após serem ensinadas.

Critérios Radiográficos
Estruturas Mostradas: Bordas de tecidos moles e estruturas preenchidas de gás, como estômago e intestinos, calcificações (se presentes) e silhueta de estruturas ósseas.


sábado, 28 de julho de 2012

LATERAL DO CRÂNEO

BÁSICO
AP
AP Caldwell
AP Towne
Lateral

Fatores Técnicos:
Tamanho do filme - lactentes e crianças pequenas:18 x 24 cm
(8 x 10 polegadas), em sentido transversal
crianças e adolescentes Jovens:
24 x 32 cm (10 x 12 polegadas), em sentido transversal
Grade móvel ou fixa se maior que 9 cm
Pequeno ponto focal
65-70 kVp, menor tempo de exposição possível

Proteção: Fixar ou sobrepor escudo de chumbo sobre toda a pelve.

Posição do Paciente
Mumificar o corpo e os membros do paciente (pode ser necessário em
lactentes e algumas crianças pequenas).
Paciente em decúbito lateral parcial, centrado na linha média da maca.
Colocar sacos de areia ao longo das costas do paciente e embaixo do lado elevado do paciente.
Se necessário, colocar sacos de areia entre as nádegas e pernas do paciente.
(Fig. 20.63). Uma bandagem compressiva pode ser utilizada se eles forem necessários.

Posição da Parte
Rodar a cabeça para posição lateral verdadeira e mantê-la colocando uma esponja ou toalha enrolada sob a mandíbula.
Colocar suportes de peso ou esponjas e saco de areia atrás da cabeça para
evitar o seu movimento posterior.
Usar bandagens compressivas em volta da cabeça ou fitas fixadas nas
bordas da maca com o lado adesivo voltado para fora para evitar o contato
com a pele. Sacos de areia podem ser colocados sobre a fita para evitar a
 elevação da cabeça da maca.

Raio Central
RC perpendicular ao filme, centrado na metade do caminho entre a glabela
e a protuberância occipital (inio), 2 polegadas (5 cm) acima da EAM.
Filme centrado no RC
DFoFi mínima de 40 polegadas (100 cm)

Colimação: Colimação fechada nas quatro margens externas do crânio.
Observação: Para lactentes, Prancha Tam-em pode ser usada para exames
do crânio em posição lateral com feixe horizontal, como observado na
Fig. 20.64.

Critérios Radiográficos
Estruturas Mostradas: O crânio todo e a região cervical superior.

Posicionamento: A ausência de rotação é demonstrada pela superposição
dos ramos da mandíbula, teto da órbita e asas do esfenóide. Sela turca e
clivus são demonstrados no perfil sem rotação.